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Saiba quem são as grandes damas do teatro brasileiro

Pioneiras e com carreiras sólidas, são consideradas verdadeiras joias da dramaturgia.  

Atriz com flores na mão saudando plateia no teatro
Crédito: Banco de Imagens

Atrizes renomadas e queridas pelo público figuram a lista das grandes damas do teatro nacional. Com currículos extensos e de dar inveja, essas protagonistas dos palcos e da memória da dramaturgia contribuíram para o fortalecimento da arte no país. 

Responsáveis por ajudar a construir a história teatral e por influenciar diversas gerações de artistas, conquistaram notoriedade pela expressividade de seus trabalhos que são reverenciados até hoje. 

Aclamadas também pela crítica, nomes como Dulcina de Moraes, Cacilda Becker e Bibi Ferreira entre outros,  ganharam reconhecimento pela consistência de seus trabalhos. Com inúmeras peças na bagagem, transitando da comédia para o drama e com décadas a fio de trabalhos, elas foram agentes transformadores na popularização do teatro. 

Muitas vezes atuando de forma multidisciplinar, como atrizes, roteiristas, produtoras e diretoras, essas mulheres se tornaram grandes damas do teatro nacional. Para celebrar algumas dessas estrelas dos palcos, listamos abaixo uns dos nomes mais influentes e seus respectivos trabalhos.  

Dulcina de Moraes

Filha de atores, aos 15 anos já era atriz principal em “Lua Cheia”. Com “Amor”, em 1933, despontou como a atriz de maior sucesso da época. Em 1935,  fundou com seu esposo, também ator, a companhia Dulcina-Odilon. Entretanto foi, em 1945, com “Chuva”, dirigida e protagonizada por ela, que deixou público e crítica extasiados com a chuva que caía sem parar durante os três atos. Dessa forma, tornou-se o espetáculo de principal destaque de sua companhia por anos. A peça foi encenada em Portugal e América Latina. Já em 1955, cria a Fundação Brasileira de Teatro, que mais tarde viraria faculdade. Com mais de 200 espetáculos, construiu seu legado como atriz, diretora e produtora, sendo referência para Marília Pêra, Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro e Nicette Bruno.

Cacilda Becker

Iniciou a carreira aos 19 anos, tendo destaque pouco anos depois ao ingressar no Teatro Brasileiro de Comédia, como a primeira protagonista mulher a ser contratada pela companhia, na peça a “Mulher do Próximo”.  Interpretando os mais variados personagens, em 30 anos de carreira encenou mais de 60 peças. Títulos como “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf”, “Esperando Godot” e “A Dama das Camélias” fazem parte sua longa lista de sucessos. Fundou sua própria companhia teatral que levava seu nome.

 Bibi Ferreira

Filha do ator, diretor e dramaturgo Procópio Ferreira, Bibi desde cedo sentiu influência artística do pai e ainda bebê, com pouco mais de 20 dias, fez sua estreia teatral em “Manhãs de Sol”, substituindo uma boneca que sumiu minutos antes do início da apresentação. Ainda criança, integrou o corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com mais idade, inaugurou a própria companhia, onde estreou “Sétimo Céu”, com Cacilda Becker. A partir desse momento, dirigiu diversas peças em Portugal. Voltando ao Brasil, a lista só cresceu com títulos como  “My Fair Lady”, “O Homem de La Mancha”, “Alô, Dolly” entre tantos outros. Bibi dedicou 77 anos de sua vida ao teatro, trabalhando como atriz, cantora, compositora e diretora.  

Ruth de Souza

Entra para o mundo dos palcos em 1945, com 24 anos, por meio do grupo Teatro Experimental do Negro. Sua primeira encenação é  com o trabalho “O Imperador Jones”. Dois anos depois conquista seu primeiro grande papel em “O Filho Pródigo”, alcançando o reconhecimento da imprensa da época. Devido ao seu talento, conquista uma bolsa da Fundação Rockefeller e passa um ano nos Estados Unidos, estudando artes cênicas na Academia Nacional de Teatro Americano e na Universidade de Harvard. Retornando ao Brasil, interpretou personagens fortes que retratavam questões raciais, como “Quarto de Despejo”. Em 1989, recebe o prêmio Dulcina de Moraes, do Ministério da Cultura, na categoria teatro, por sua contribuição ao desenvolvimento da cultura brasileira. Seu último trabalho teatral acontece em 1994, alcançando 49 anos de atuação nos palcos. 

Fernanda Montenegro

Com longa carreira televisiva e cinematográfica, iniciou sua carreira no teatro na década de 50, transitando da tragédia grega à comédia,  do musical à espetáculos de vanguarda. Sua estreia aconteceu com “Alegres Canções nas Montanhas”. Nos anos seguintes, conquistou prêmios em vários festivais como melhor protagonista em: “A Moratória”, “Mary, Mary”, “A Mulher de Todos Nós” entre outros. Em 1959, funda com amigos a companhia Teatro dos Sete, na qual lançam uma série de espetáculos até 1965.  Após esse período continua trabalhando de forma incansável, aproximando-se de quase 100 peças encenadas. 

Eternas divas dos palcos, essas mulheres muito acrescentaram à cultura e à arte na cena teatral e cada atuação ficou marcada na história do teatro nacional. Suas trajetórias serviram e ainda servirão de exemplos para muitas outras artistas! E você já conhecia o trabalho dessas grandes damas do teatro?  No Teatro Prevent Senior você pode acompanhar novos talentos da arte contemporânea que serão referência no futuro.