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“Amigas, Pero no Mucho” chega ao Teatro Prevent Senior

A relação complicada e engraçada de quatro amigas é o tema central da peça

Elenco de Amigas, pero no mucho
Crédito: Jady Forte

A peça “Amigas, Pero no Mucho” chega ao Teatro Prevent Senior, em sua nova temporada, com apresentações de 07 de março a 05 de abril, sempre aos sábados e domingos. 

Com a garantia de provocar boas risadas, a comédia, que é sucesso de público e crítica e já foi vista por mais de 170 mil pessoas, está em cartaz há 13 anos. 

A trama gira em torno da história de quatro amigas que tem uma relação complicada e engraçada, envolvendo momentos de amor e ódio entre elas. Tudo se desenrola quando trazem assuntos que são comuns ao grupo, como: cotidiano, problemas familiares, trabalho, preocupações com seus corpos e mente, entre outras questões femininas.

Com um humor irônico e irreverente, as personagens vão apresentando seus dramas, paranóias e problemas ao se encontrarem em uma tarde de sábado. A reunião provoca diversas situações cômicas que prendem a atenção do público. 

Outro ponto alto do espetáculo é seu elenco de peso, com grandes nomes como Elias Andreato, Leandro Luna, Raphael Gama e Romis Ferreira, interpretando as quatro amigas. Além da direção de José Possi Neto, que é um verdadeiro selo de qualidade para a peça. 

E para falar mais sobre esse sucesso, o Teatro Prevent Senior entrevistou a jornalista e produtora cultural Célia Forte, autora da peça.

TPS: Qual foi a inspiração para criar tais personagens? Veio de amigas reais?

Célia Forte: Na verdade, um apanhado de situações e características de muitas mulheres que rondaram minha vida na época e antes disso. E o que percebi, nesses 13 anos com a peça em cartaz, é que são mulheres da vida de muita gente. A identificação é imediata. Talvez esse seja o segredo de tanto sucesso.

TPS: A ideia em colocar um elenco masculino para interpretar mulheres as deixa mais caricatas? 

Célia: Não exatamente caricatas. Depois de alguns minutos, o público esquece que são homens interpretando mulheres, porque as situações apresentadas são críveis,  possíveis de acontecer, o que torna tudo muito engraçado. O riso é inevitável. Escrevi o texto para ser interpretado por atrizes, e seria dirigido pelo Paulo Autran, para minha honra total. Um certo dia, o ator e amigo Marcelo Médici sugeriu fazer uma leitura com atores. Assim, “Amigas, Pero no Mucho” se tornou uma comédia onde os homens “tentam” entender o universo feminino. E, claro, não conseguem e o público percebe isso no decorrer da peça.

TPS: As personagens representam mulheres reais. Você acredita que aconteça uma identificação do público ao assistir a peça? 

Célia: A maioria das mulheres reconhece a si mesma ou a uma amiga, parente, vizinha, alguma mulher de suas vidas, justamente por serem comuns, verossímeis. As situações também são histórias que aconteceram, por mais absurdas que pareçam ser. 

TPS: Elas são amigas, mas cheias de atritos. Como você traz os conflitos que envolvem ciúmes, inveja e neuroses de maneira mais leve na comédia?

Célia: Todos os seres humanos são recheados de conflitos, dúvidas, medos. Não somos indivíduos feitos só de adjetivos de bem estar. Assim na arte, como na vida, a diferença do drama para a comédia é como esses conflitos são apresentados e enfrentados. A maneira de “encará-los” é que faz a diferença. Teatro é catártico. É quase uma sessão de terapia em conjunto, onde o objetivo maior é o entretenimento. 

TPS: A peça também propõe uma reflexão sobre o lado obscuro das amizades, como as cobranças excessivas. Você acha que após assistir a peça as mulheres saem mais reflexivas? 

Célia: Acredito que a comédia é um agente que fala sobre verdades obscuras e na hora, durante a sessão, o espectador ri do outro. Talvez em “Amigas, Pero no Mucho” ao chegar em casa, percebe-se que, em muitas vezes, estava rindo de si mesmo. Não posso afirmar categoricamente isso, mas muitas mulheres que assistem mais de uma vez a peça, falam sobre isso comigo. E sobre a identificação do obscuro também. 

TPS: Existe algum apelo para atrair o público masculino? E qual a percepção que eles têm do espetáculo?

Célia: Ah, o público masculino que comparece em peso, se diverte porque não são questões que os atingem diretamente. Realmente, os problemas apresentados são restritos ao universo feminino. Nem maiores nem menores do que universo masculino, apenas diferentes. Essa questão fica muito clara ao final da peça. Não vou dar “spoiler”. Quem quiser saber realmente, tem que ir ao Teatro Prevent Senior e conferir.

Serviço

“Amigas, Pero no Mucho” fica em cartaz no Teatro Prevent Senior de 07 de março a 05 de abril, com sessões aos sábados às 20h e domingos às 18h. Além de sessões extras às 16h, nos dias 22 e 29 de março.  A peça tem duração de 80 minutos e recomendação etária a partir dos 14 anos. 

Os ingressos estão disponíveis para compra no site Eventim, com os seguintes valores: R$ 70,00 (sábado) e R$ 60,00 (domingo) por pessoa. Há sessões gratuitas para beneficiários Prevent Senior e colaboradores (portal web).